Spread Your Wings


Michael Phelps escreveu, nesta terça-feira, aquele que deverá ser o capítulo mais importante na história das Olimpíadas de 2012. Após conquistar uma prata e um ouro, ele igualou e superou no mesmo dia o recorde de medalhas que pertencia à ginasta soviética Larysa Latynina que ganhou 18 entre os Jogos de 1956 e 1964.

Curiosamente, a 18ª medalha olímpica de Phelps deve ter sido a com o gosto mais amargo. Nos 200m borboleta, ele dominou a prova toda, mas perdeu na batida de mão para o sul-africano Chad le Clos. Depois, no revezamento 4 x 200m livre, os Estados Unidos levaram o ouro sem dificuldade. Phelps subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez em Londres e 15ª vez em Olimpíadas. Para se ter uma ideia, o Brasil conquistou 21 medalhas de ouro em toda a história dos Jogos.

Estranho é notar a quantidade de pessoas que torcem contra o nadador norte-americano. Nada disso vai diminuir o tamanho do feito de Phelps, mas qual é o problema em curtir a chance de viver o momento histórico de um atleta? Parece que cada vez mais o fracasso do outro, mesmo quando esse conquista algo com muito trabalho e dedicação, é motivo para festa. Mas a torcida desses não são suficiente para parar Phelps.

“Spread your wings and fly away. Fly away far away”. Phelps pode se aposentar das competições, pode parar de nadar, pode ir pra casa e curtir dezenas de Olimpíadas pela TV que talvez não viverá para ver seu recorde ser batido. “Now it was time. He’d made up his mind. ‘This could be my last chance'”. A história está escrita. Como diria o Queen, agora o mito é um homem livre. Mas ele ainda vai nadar algumas provas em Londres…

Brasil e os jogos de tênis infinitos

Mesmo sendo um atleta dos Estados Unidos, o dia de Michael Phelps torna quase irrelevante a eliminação precoce do judoca brasileiro Leandro Guilheiro, favorito ao ouro, ou a derrota do futebol feminino para as donas da casa. Incrível mesmo nesta terça-feira, só a batalha entre o francês Jo-Wilfried Tsonga e o canadense Milos Raonic. Após o último set com duração de três horas, o representante da França bateu o adversário por 2 a 1, com parciais de 6/3, 3/6 e 25/23. Nas duplas, o jogo dos brasileiros Melo/Soares foi interrompido por falta de luz natural quando o terceiro set estava 18 a 18 contra os tchecos Berdych e Stepanek.

Imagem do dia:

Vídeo: Natación 4×200 libres (final)

NY Times

Phelps (2º esq-dir) posa com a sua 19ª medalha olímpica ao lado dos companheiros do revezamento 4×200 livre

E nesta quarta-feira….

Fique de olho:

Nome: James Magnussen
Idade: 21 anos
País: Austrália
Esporte: Natação
Por que ficar de olho? O australiano é o favorito na prova em que César Cielo foi bronze em Pequim, os 100m livre.

Imperdível:

16h17: Final 100m livre – Natação

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